6 de dez de 2010

MITOLOGIA E SIMBOLISMO DO FERREIRO

MITOLOGIA E SIMBOLISMO DO FERREIRO


Antonio Augusto Fagundes Filho



As técnicas de metalurgia e o domínio dos metais sempre deram origem a mitos e lendas em todos os povos. Cercados da admiração e do espanto dos povos antigos, os ferreiros deram origem a uma infinidade de ritos, crenças e práticas secretas, constituindo um capítulo extenso e fascinante da mitologia universal. Não é demasiado afirmar que a profissão de ferreiro confunde-se, com o tempo, na mente dos povos, com a própria função de xamã ou curandeiro. Tanto isso é verdade que, como veremos adiante, os ferreiros, em algumas culturas, podem inclusive seguir o caminho da Luz ou das Trevas, de forma idêntica ao que ocorre com os xamãs ou magos da tribo. E, assim como a casta sacerdotal, os ferreiros constituem uma irmandade secreta, respeitada e temida ao mesmo tempo. (Em alguns povos, inclusive, os filhos dos ferreiros casam apenas entre si, num claro mecanismo de proteção de suas técnicas e segredos.)
Embora não seja preciso enfatizar algo que parece óbvio, é importante para a compreensão do fenômeno lembrar que foi o domínio do ferro a mudança que impulsionou o salto tecnológico da chamada Idade do Ferro, quando o homem passa a possuir armas e ferramentas capazes de mudar a face da natureza e da sociedade. Apenas para efeito de ilustração, o leitor pode imaginar o que ocorreu quando tribos que possuíam apenas armas de bronze viram surgir no horizonte uma tribo hostil munida de armas de ferro. A desproporção da resistência entre esses dois metais ilustra muito bem o tamanho do salto que a humanidade deu com o domínio dessa técnica.
Assim, não deve surpreender que com tanta antiguidade a seu favor a figura do Mestre-Ferreiro esteja nas mitologias mais primevas e que mesmo entre os deuses ancestrais haja ferreiros e oficinas e bigornas. Em sua forja o ferreiro repete o gesto criador de transformar o fogo primordial em sua obra plasmada em ferro.
Para os antigos, o ofício de ferreiro comportava uma identidade com as forças criadoras do Universo. Para os hindus, nos Vedas, o primeiro ferreiro é Brahmanaspati, que forja o mundo em sua oficina. Os Taoístas chineses acreditam que “ O Céu e a Terra são a grande fornalha, e a Transformação é o grande fundidor.” (Tchuang-tsé) Os camponeses do Vietnã do Sul explicam assim a criação do mundo: “ Bung toma de um pequeno martelo e forja a Terra, depois, usando um martelo curto, forja o Céu. Tian, a Terra e Tum, o Céu, casam-se...”
Em outras mitologias o ferreiro não é o Criador, mas sim a divindade manufatora, que executa na prática os planos da Criação. Assim, Tvashtri forja a arma de Indra, que é o raio, Hefesto forja os raios de Zeus, Ptah faz as armas de Hórus, os anões mágicos forjam o certeiro Mjolnir, o martelo de Thor, deus da guerra e do trovão.
É preciso notar também que a primeira utilização foi a do ferro meteorítico, como entre os esquimós da Groenlândia. Quando Hernán Cortez perguntou aos astecas de onde vinham suas facas, eles apontaram para cima, indicando o céu. Os Maias do Yucatán e os Incas peruanos também davam ao ferro meteorítico mais importância do que ao ouro.Os beduínos do Sinai acreditam que aquele que conseguir forjar uma espada de ferro meteorítico será invulnerável em todas as batalhas e abaterá sempre os seus inimigos. O ferro de jazidas não foi utilizado no Egito antes da XVIII Dinastia e o Novo Império. Devido a essa associação com os poderes do Céu por um lado e do fogo, por outro lado, muitas vezes os ferreiros eram de certo modo excluídos do resto da tribo, embora tratados com respeito.
Havia muitas vezes uma certa veneração e um temor sagrado pelos mistérios que faziam surgir do fogo as peças de ferro que nas mãos do homem conquistariam o mundo. Por isso a mais das vezes o seu trabalho era cercado de ritos, purificações, proibições sexuais e mesmo exorcismos. Considerava-se sempre que o ferreiro era capaz de capturar em sua forja as forças demoníacas contra ele enviadas ou que assolassem a comunidade. Em outros povos, como os tuaregues, o ofício de ferreiro e seus segredos profissionais eram restritos à realeza ou aos chefes tribais: não é por outra razão que as lendas nos dizem que Genghis Khan era um ferreiro antes de tornar-se o conquistador implacável que a História registra.
Segundo a Bíblia, Tubalcaim foi o primeiro ferreiro: “... ele foi o pai de todos os laminadores em cobre e ferro.” ( Gênesis, c.4,vs. 20-22) Para os chineses é Huang-Ti, o Imperador Amarelo, o patrono dos ferreiros e o criador de sua arte. Se por um lado o ferro tem um aspecto sagrado, principalmente o ferro meteorítico, curiosamente algumas vezes o ferro aparece como metal impuro e potencialmente diabólico, possivelmente por sua utilização como arma de guerra. Dessa forma podemos entender, por exemplo, porque na construção do Templo de Salomão eram proibidos instrumentos de ferro( I,Reis,6-7).
Na Índia também o ferro é considerado nefasto; os antigos egípcios consideravam que o maligno deus Seth tinha os ossos de ferro e Platão assegura que os habitantes da Atlântida caçavam sem utilizar armas de ferro. Os Druidas, igualmente, utilizavam apenas foices de ouro para cortar o visgo sagrado, pois eram proibidos de usar objetos de ferro, metal associado ao sangue e à guerra.
Entre os povos siberianos acredita-se que o ferreiro tem o poder de curar e inclusive de prever o futuro pelas visões do fogo em sua forja, mas que também é assediado pelos maus espíritos que buscam atrapalhá-lo em seu trabalho. As batidas do martelo na bigorna tomam, nesse contexto, o aspecto de badaladas de sino, o som límpido que mostra aos demônios que ali tem um homem trabalhando e não pode ser impedido.
Para os Yakutes, o ferreiro partilha das artes de K’daai Maqsin, divindade perversa que mora em uma casa de ferro subterrânea. Para os Buriatos foi Boshintoj, o ferreiro celeste, quem enviou seus nove filhos para ensinar a metalurgia aos homens. Eles casaram com as filhas dos homens e deram origem às famílias dos ferreiros. Para os Buriatos, portanto, ninguém pode ser ferreiro se não pertencer a uma dessas linhagens ancestrais. Também nessa tribo existem “ferreiros negros”, que sujam o rosto com fuligem para celebrar seus ritos e cultuam as forças do Mal, sendo profundamente temidos.

Essa ambivalência se revela também no continente africano, onde podemos ver que os ferreiros são venerados em alguns povos e desprezados em outros. Entre os Bari do Nilo Branco, entre os Joloff, os Tibbu, os Wa Ndorobbo e os Masai, por exemplo, o ferreiro é desprezado e temido e inclusive pode ser morto impunemente, sem represália da tribo. Por outro lado, os Ba Lolo do Congo atribuem aos ferreiros uma origem comum com a casa real, os Wa Chagga os honram e os temem ao mesmo tempo. Entre os Ba Songe e os Ba Holoholo, entre outros, os ferreiros sempre fazem parte do poder político da tribo. No Irã, a dinastia real é iniciada com o ferreiro Kavi, que veio a ser o fundador da dinastia Kavya. Seu avental de couro em uma lança tornou-se a bandeira do Irã.
Muitas vezes o martelo, a bigorna e a forja são reverenciados como seres autônomos. No Togo o ferreiro se refere ao martelo e sua “família”, em Angola o martelo é tratado como um príncipe e mimado como um menino. O ferreiro da tribo Bakitara trata a bigorna como se fosse uma noiva e a leva para casa em uma procissão que imita a procissão nupcial.
Outro aspecto importante sobre os ferreiros é que, através dos tempos e em várias latitudes o ofício reúne em sociedades secretas como a “Männerbünde” na Alemanha ou nas sociedades japonesas dos forjadores de Katanas. Ainda hoje a preservação dos segredos de suas técnicas é parte fundamental da arte da metalurgia.

Deus-artesão ou homem que luta para dominar o fogo e os metais, o ferreiro é sempre um símbolo da própria luta humana de conquistar o mundo com a determinação do seu trabalho, a sutileza de sua arte e a força de uma tradição milenar.
Nas batidas do martelo na bigorna, o mundo se reconstrói feito de ferro e o ferreiro acima de tudo a si mesmo forja, de aço, como os deuses primordiais.



DEUSES DOS FERREIROS E DA METALURGIA


Goibniu: Deus celta da antiga Irlanda, ferreiro mágico, seu nome deriva de Goban (ferreiro),e é também conhecido como Govannon. Possuía o elixir da vida eterna. Curiosamente, também era o deus da cerveja.

Hasam(m)eli: Deus ferreiro entre os hititas, adorado como descobridor da arte de trabalhar o ferro.

Hefesto / Vulcano: Entre os gregos o deus ferreiro, filho de Zeus e de Hera. Ao nascer, foi por ela arremessado do alto do Monte Olimpo porque a rainha dos deuses o considerou muito feio. O bebê Hefestos, que tinha nascido ao amanhecer, caiu durante todo o dia e só ao entardecer atingiu o solo, em queda tão tremenda que o tornou manco para sempre. Desde então, em sua oficina subterrânea é o mestre-armeiro dos heróis e o artesão dos deuses. Entre outras, são suas obras: o cetro de Zeus, a carruagem de Hélios, o Sol e a égide de Atena. As lendas referem que Hefestos, o filho desprezado, logo conquistou com o seu talento um lugar tão importante entre os deuses que lhe foi concedida a mão da mais bela de todas as deusas: Afrodite, a deusa do Amor.

Kinyras: Um deus reverenciado em Chipre, mas originário da Síria onde além de ser o deus da fundição de ferro é também o criador da magia e da música.

Kotar: ( Kautar, Chusor) deus sírio da metalurgia, senhor de feitiços e encantamentos. Construiu um palácio para o deus Baal e forjou as armas para a luta contra o deus-mar Jamm.

Kurdalaegon: Para os povos da Ossétia, no Cáucaso, é o deus dos ferreiros e ao mesmo tempo o porteiro do outro mundo, pois é ele que coloca as ferraduras nos cavalos dos homens mortos para que façam a última jornada. Por isso exerce papel essencial nos ritos fúnebres dessa etnia.

Ogum: Deus iorubá, senhor da guerra e dos instrumentos de ferro. No Brasil, conforme a região, é identificado como São Jorge (RS, RJ, SP) e Santo Antonio (BA). Ogum é padroeiro, portanto, dos soldados, dos policiais, dos homens de coragem, assim como dos ferreiros, carpinteiros, lavradores e todos os que utilizem ferramentas de ferro para enfrentar o mundo. Seus filhos são orgulhosos e turbulentos, corajosos e apegados à honra.

Qaynan: Na Arábia pré-islâmica deus dos ferreiros e criador do ofício. A palavra árabe Qain significa ferreiro.

Sethlans: Deus etrusco do fogo e dos ferreiros.

Shossu: Deus dos ferreiros entre os Abkhazes, do Cáucaso. Sua imagem era representada pela própria bigorna e sobre ela eram celebrados os juramentos e as promessas.

Svarog: Deus ferreiro da Eslavônia, também é tido como criador do casamento.

Teljavelick: Na mitologia da Lituânia é o ferreiro divino, que na noite dos tempos criou o Sol em sua forja e o colocou no céu.



Referências bibliográficas:

Ferreiros e Alquimistas – Mircea Eliade
O Xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase- Mircea Eliade
Dicionário de Símbolos- Jean Chevalier/ Alain Gheerbrant
Dicionário de Deuses e Demônios- Manfred Lurker

II Mostra da Faca Artesanal

Assistam 2 pequenos vídeos sobre O NOSSO ENCONTRO DE FINAL DE ANO



17 de nov de 2010

Poesia do Elton Saldanha para a AGC

Esta é a poesia que o Elton fez para o leilão da Santa Casa(série especial Cássio Selaimen) e modificou para a AGC

Amigos de Aço
Elton Benício Escobar Saldanha                                                 Novembro-2010



Os Tauras são como facas
E assim escrevem a sua história
Ao desquinar a memória
Nas lascas de uma lembrança
Ajuntando a vizinhança
Na faina do dia-a-dia
No chairar dessa porfia
Entre o labor e o perigo
Sempre nos sobra um amigo
Pra templar uma alegria

È um feitiço de aço novo
Mas ay que lhe dar um tempo
Pois nele vive elementos
Que amadurecem na lida
Uma folha carcomida
Tem seus cuentos e seus ditos
A tradição e seus ritos
Os valores de coragem
A velha camaradagem
Na lamina tem seus escritos

Foram horas de martelo
Suor, fagulha, labor,
Limalha, templa, suor,
Do bruto verter o belo
Desde o plebeu ao castelo
Da faísca a ourivesaria
A arte com maestria
Num instrumento de luxo
Que faz mais nobre o gaúcho
Na lida do dia-a-dia

Um cutijo que não se faz
Pra peleia ou pra quizília
Essa é a parte da família
Ficou velha na cintura
Sua delgada figura
Tem distinção e respeito
É com ela que me afeito
E desculpe se eu disser
Deixaria uma mulher
Cravar ela no meu peito

Ali onde o sonho se faz
Num forno em têmpera seleta
Andam vozes de profetas
Sonhos, iras, pesadelos,
Com o carimbo de um selo
Pois o mestre tem o dom
Onde o artista da o tom
Numa língua de chimango
Num contrapasso de tango
Com ares de bandoneon

E da madeira de um tronco
Tange-se as notas da lira
Um cerne de guajuvira
Caído num corredor
Traz um perfume de flor
Repisado pelos cascos
Empunhadura do aço
Onde verte a pulsação
Dos veios do coração
Pelo serno do meu braço

A guilda é um ninho de arte
Os sábios ao redor da forja
Um mistério de caborja
Dos mestres em desafios
Cada alma tem um fio
Uma tempera, uma verdade
Os Deuses doam sua imagem
Os seus mistérios antigos
Aqui se forjam amigos
No aço das amizades.

Minha faca é uma jóia rara
Brilha um destino em seu corte
Não é pra peleia ou morte
É de paz sua cultura
É afeição, é ternura
É pras vaidades da lida
Minha amada prometida
Compermisso meu amigo
Esta há de ficar comigo
Pro resto da minha vida.



28 de out de 2010

Recebemos essa crônica do Fernando Sabino através do amigo Rui Loyola

Os homens, incidentemente, se dividem também em duas categorias: os que são
e os que não são de canivete.

Eu, por mim, confesso que sou homem de canivete. Meu pai também era: tinha
na gaveta da escrivaninha um canivete sempre à mão, um canivetinho alemão
com inscriçõesd e propaganda da Bayer. Não se tratava de arma de agressão,
mas, ao contrário, destinava-se, como todo canivete, aos fins mais pacíficos
que se pode imaginar: fazer ponta num lápis, descascar ma laranja, limpar as
unhas.

É, aliás, o que sucede com todos os homens arrolados nesta categoria a que
honrosamente me incluo – os homens de canivete: são pessoas de boa paz e que
só lançariam mão dele como arma defensiva quando se fizesse absolutamente
necessário.

Alegria de criança que não abandona o homem feito: a de ter um canivete. Era
de se ver a excitação de com que meu filho de dez anos me pediu que não
deixasse de lhe comprar um na Alemanha. È perigoso – advertem os mais
velhos, cautelosos – cautela que não resiste à minha convicção de que o
menino saberá lidar com ele como é mister, pois tudo faz crer que virá a
ser, como o pai, um homem de canivete.

Os mineiros geralmente são. Quem descobriu isso, penso, foi o Otto, que não
deixa de sâ-lo, ainda que de chaveiro e, certamente, por atavismo – pois me
lembro da primeira pergunta qe lhe fez seu pai ao chegar um dia ao Rio:

- Você sabe onde fica uma boa cutelaria?

Sempre fui um grande freqüentador de cutelarias. Quando o poeta Emílio Moura
aparece pelo Rio, não deixo de acompanhá-lo a uma dessas casas para olhar
uns canivetes – pois se trata de um dos mais autênticos homens de canivete
que eu conheço, e dos de fumo-de-rolo. Entre meus amigos mais chegados,
embora nem todos o confessem, muitos fazem parte dessa estranha confraria.
Paulo Mendes Campos não esqueceu de recomendar-me determinada marcad e
canivete ao saber de minha viagem – e, se bem me lembro, seu pai é um dos
infalíveis portadores de canivete que se tem notícia. Rubem Braga também
deixou-se denunciar numa esplêndida crônica, “A Herança”, que pode ser lida
em *Borboleta Amarela*, a respeito de um irmão que abria mão de tudo, mas
reclamava do outro a posse de um canivete.

Alguns continuam sendo homens de canivete, mesmo que hajam perdido o seu
ainda na infância. Aliás, os homens de canivete vivem a perdê-lo, não sei se
pelo prazer de adquirir outro. Para identificá-lo, basta estender a mão e
pedir: me empresta aí o seu canivete. Se se tratar de alguém que o seja,
logo levará naturalmente a mão ao bolso e retirará o seu canivete. Foi o que
fez Murilo Rubião, por exemplo, que é outro: ao chegar da Espanha, a
primeira coisa que me exibiu foi seu belo canivete, adquirido em Sevilha.

Para terminar, digo que não há desdouro algum em não ser homem de canivete.
Há homens de ferramenta, de isqueiro, de chaveiro e até de tesourinha.
Graciliano Ramos não era homem de navalha? Homens de revólver é que não são
uma categoria das que mais admiro: até parece que não são homens, para
precisar de uma proteção que lhes poderia propiciar, em caso de necessidade,
um simples canivete.

(*in **As melhores crônicas de Fernando Sabino**, *Rio de Janeiro, Record,
1986 - pp. 165-7)

29 de set de 2010

Reunião importante dia 9 de outubro

Pessoa,
amigos da AGC.
temos uma reunião muito importante dia 9 de outubro.
Por favor divulguem a todos interessados.
Vou falarf com o Nico Fagundes  pra ver se ele leva a TV e Forjarmos uma faca "á multiplas mãos" em referência a nossa feita de dezembro.
abç
Cassio

21 de set de 2010

Videos e tutoriais

tutoriais do Carlos Eduardo Barth:

Como fazer o colarinho de facas integrais
http://cutelariabarth.blogspot.com/p...colarinho.html

Como fazer moscas (filework)
http://cutelariabarth.blogspot.com/p...-filework.html
 
Videos Cassio Selaimen
Elton Saldanha e Ricardo Porto cantam "Pra Don Cassio Selaimen!"
Don Cassio Selaimen- Freio de Ouro 2009.wmv
DON CASSIO SELAIMEN.wmv
A Faca de Don Cassio Selaimen de A a Z Parte 1.wmv
A Faca de Don Cassio Selaimen de A a Z Parte 2.wmv
A Faca de Don Cassio Selaimen de A a Z Parte 3.wmv
A Faca de Don Cassio Selaimen de A a Z - Parte 4.wmv
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A Faca de Don Cassio Selaimen de A a Z - Parte 6.wmv
A Faca de Don Cassio Selaimen de A a Z Parte 7- O FINAL.wmv

Fundadores


Alexandre Machado Benchimol
Alexandre Santos de Oliveira Pilger
Carlos Fernando Barth
José Paulo Chiés
Gerson Aristimundo Silveira de Oliveira
Ismael Biegelmeier
Marcio André Dávila Gonçalves
Roberto Barrionuevo Vianna Junior
Rodrigo Crescêncio Valentin
Sandro Eduardo Boek
Victor Santos Farias
Leonardo Benjamim Moraes

Marcio Santana Marciel

Cassio Rodrigo Panitz Selaimen
Eduardo Alaor da Cunha
Ezequiel Rafael Kaminski
Everton de Oliveira e Silva
Gustavo Malta Salerno
Jefferson Varella Berr

Sejam Todos Bem Vindos

A ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE CUTELARIA - AGC, surgiu da necessitade de uma organização a fim de promover a cutelaria no nosso estado culminando na nossa feira de Dezembro e de uma futura feira em Maio. Nosso interesse é comercial e social. As outras feiras existentes ja preenchem os quesitos tecnicos e por enquanto esse não é o nosso foco.
Não temos conotação politica, competitiva e nem exclusivista, TODOS são bem vindos assim como na nossa primeira feira em dezembro de 2009 que todos foram convidados e tivemos um custo de R$ 7,00, com um resultado bastante bom. como em toda associação existem cuteleiros que se auto-excluíram por desinteresse ou por comportamento anti-social e deselegante.
Estudamos muito antes de registrar a AGC, ou se pediríamos uma filial SUL sa SBC, mas ficou decidido assim. A Sociedade Brasileira de Cutelaria é nossa inspiração, somos todos amigos e viemos para somar. Nossa casa é sua casa, assim com muito prazer queremos convidar os cuteleiros de fora do nosso estado, filiados a SBC, a participar dessa empreitada como membros honorários e participação nas feiras da AGC sem custo de mesa.
Como primeiros passos temos a referida feira de dezembro de 2010, como patrono o Antônio Augusto Fagundes, ícone da cultura gaúcha, apresentador de vários programas de TV e rádio. O cantor e compositor, patrono e incentivador da 1a feira, Elton Saldanha passa a ser sócio honorário, mas vai nos ajudar muito..e temos outro nome forte para o ano de 2011. Eles farão de inicio uma música para feira! e midia com eles é mais fácil.
A criação da AGC é uma necessidade regional de um grupo de amigos que se reúne todo segundo sábado do mês no restaurante vitrine gaúcha, dentro de um shopping, que nos dá 50% de desconto em qq consumo, lugar quase inimaginável para se bater facas com forja e bigorna.
Por fim gostariamos de enaltecer e reconhecer as conquistas dos cuteleiros e das associações que nos fizeram chegar até esse ponto. Seja qual sigla for, somos as mesmas pessoas, os mesmos amigos, cada qual com suas limitações e com respeito e admiração a todos.
Muito Bem Vindo aos quem quiserem se chegar a nós, a porta não tem tramela e o café é bem doce. Hospitalidade e boa vontade é o nosso forte, assim é e assim sempre será!
Abraço Forte a todos, sorte pra nós....pra cima e avante!!!
Cassio Selaimen